Felipi Ih

(espaço reservado para frases copiadas e sem sentido)

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O carnaval sem fim

Vou ali fora
me deliciar
com o infinito de estrelas
Me farto de saudades
Estou em uma fronteira
e você em outra,
aqui do ladinho do Urugay

Linda, sério
só espero que você sinta
tanta saudade quanto eu
Meu bem, olha pro céu
vê as estrelas que eu estou olhando
Sente toda a saudade que eu sinto
Pula o carnaval, que o teu Pierrot
te espera aqui plantando
todas essas sementes de revolução

Felipi Ih

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hãm?

Tu no carnaval
Eu no capinzal
Tu beijando bocas
Eu espantando moscas
Espero que ao menos
a saudade seja a mesma

Guria de sardazinha
do rizadão angelical
Menina muleca sapeca
vê se pula bastante
Que eu aqui, trabalho,
cresço como homem
Pra ti dar um abraço
de quem, já deixa de ser guri
Pra ser quem, já não deixa
de se apaixonar

Felipi Ih

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Noite

Voa noite
Voa bem
Bem perto
De mim
Da gente
No mesmo colchão
Juntos sem dormir
Curtindo o máximo
Cada segundo
Com medo do depois
Torcendo que o presente
Não vire passado
Boa noite, meu bem

Felipi Ih

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O velho

Aquele velho alagamento
nas ruas
Aquele velho desalento
na alma
Aquele velho congestionamento
de seres irracionais
Aquele velho ranzinza
chato pra caralho

Somos nada racionais
E tenho medo de envelhecer
Medo de escrever
o que é que se passa
quem eu sou de verdade

Nas ruas idas e vindas
Vidas e indas
Sem direção, nem coração
Só dedos olhando a janela
que dá pra praia do desencontro

Nada tão perfeito como
os grave das ondas
da praia agreste
Peste que leva a juventude
da alma adolescente

Felipi Ih

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Um de nós

Deixa eu ser teu
Deixa eu me deixar
Deixar de ser eu

Escrever até o final
a história de amor
Que só existe dentro
das nossas expectativas

Deixa eu superestimar
o meu futuro,
a minha vida
Deixa que eu escrevo
um belo roteiro
De como foi ter
um final daqueles
Deixa eu pensar
que sou deus,
o super-homem
com bigode do Nietzsche

Não deixa de acreditar
que sei o segredo
do universo
e de como fazer você sorrir

Felipi Ih

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Zinhaarol

Amo-te
ver você chegando
enquanto fumo meu cigarro
na porta do prédio que a gente mora.
Amo você menina da colônia,
inocentezinha de pele transparente.
Amo-te nos meus pensamentos
imaginando tua voz,
tua mão no meu peito,
teu sorriso só pra mim.

Deixa minhas aulas melhores
quando chega de bicicleta
na frente da faculdade.
Do alto das duas rodas
espalha amor pelo mundo.
A rua se enche de cor só de saber
que você está dobrando a esquina.
Com você sorrindo e pedalando,
até os prédios velhos dessa cidade,
voltam a luxuria de duzentos anos atrás.

Amo teu olhar envergonhado,
teu semblante que diz:
‘em mim ninguém chega perto’
Loirinha, te levo para um piquenique
só pra eu dizer:
Amo-te!
Mesmo que amar
seja só em linhas
para te conquistar.

Felipi Ih

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Faz tempo que foi ontem

Te vi de novo ontem
Posso te prender no meu baú?
Te levar pra ver o sol nascer lá no quadrado*
Andar de dedos entrelaçados
abobados e lambuzados de sorvete no calçadão

Te vi de novo ontem
Te ignorei ontem de novo
Será que vales o esforço que queres?
Como assim ‘insistir’ um pouco mais em ti?
Como assim eu fico sem graça ao te ver

Tudo isso só poder ser fruto
Dessas músicas
que nos fizeram chorar na adolescência
Te vi ontem de novo
Te quis ontem de novo

Felipi Ih

quadrado*
http://www.flickr.com/photos/mflettnin/4499057618/lightbox/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quadrado_(Pelotas)

Filed under quadrado pelotas rio grande do sul sol nascer do sol texto poema poesia

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cbjr 2200

Não, tu não sabe o que aconteceu
Ali na 2200
sentandos sete garotos sonhadores
Prédios luxuosos tiram nosso horizonte
Nossos salários de merda
não compram apartamentos
Passa o beck jogadô, Romário!!!

Te apresentava até minha irmã
Mas o doce tem que ser bike black
Olha pra esquina, os porco nunca vem
A rua é esconderijo, abrigo de latas, carreiras
Sonhos, viagens da nossa pós-adolescência

Tão inofensivo ele nos dominou
O tempo domina qualque garoto
Que sonha em não crescer
Sai do trabalho, vai pra praça, rouba no truco
Segue, vamo na 2200, to com a massa

Mesmo que seja amanhã só por uma noite
Amanhã hoje ou semana passada
Os rolê nessa cidade andam tão iguais
Já não dá nem pra reclamar dos rolê
Eles se acabaram junto com a pós-adolescência

Felipi Ih

Filed under beck cbjr Charlie Brown Jr 2200 BC balneário camboriú

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Grito

O grito é anterior a fala
Antes de aprender a falar
o homem já gritava

Deu vontade de gritar pra ti

Grito pelos dedos
que não digitam msgs no face
Grito, te chamo dizendo
te quero pra nós, ainda

A fala vem depois do grito
Fala consciente de que você
não está pra mim, nem pra nós
Mas grito é apenas instinto
rebelião de vontades
Ecoou meus gritos
bateu na tua cara

Você e a crença
que homens são iguais
Mesmo assim
espera seu príncipe

Que não sou eu
Nem gritando, nem falando
Mudo e sem graça

Felipi Ih

Filed under grito fala príncipe instinto texto poema

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Rua das lembranças

Quem diz que não existe
universos paralelos
Não dormiu sentindo
o cheiro do teu cabelo
Vermelho queimava meu corpo

Quem diz que não existe
paraíso
Não ficou horas
acariciando teu corpo
Branquinho gostoso belo

Quem diz que não existe
amor
Não passou madrugas
conversando, discutindo
sobre filmes e bandas

Quem diz que não existe
paixão
Não sabe o que é
transar na sala
escondidos de todos

Quem diz que não existe
alegria
Não te viu na rua
de saia rosa
Desfilando a covinha
na bochecha

Quem diz que não existe
poema
Não sabe o que é lembrar
o teu sorriso, se transformando
em palavras

Felipi Ih

Filed under universos paralelos paixão alegria poema

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Filmes

Lindo foi nosso amor
História de filme
de amor adolescente

Mas vida
é longa-metragem,
queria viver
outros gêneros
Dramas, aventuras,
viagens loucas,
Filmes de universidade
Filmes de banda

Mesmo assim
sempre procuro
A comédia romântica
para reviver
Não estava muito afim
de trocar o par

Felipi Ih

Filed under filme amor longa-metragem comédia romantica

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Aviso

Desculpa,
comecei a ler um livro que ganhei
Depois de oito meses
abri suas páginas
Aí percebi porque tinha ganhando

É Bukowski,
que acabo de conhecer

Vai que é pra eu
aprender a escrever
Ou me tornar
mais um plagiador nato

Livros ganhados
te atingem como uma bala de um sniper

A sensibilidade das almas
transcendendo e eternizando
a amizade

(PQP esse Charles!)

As mulheres, coxas e saias
que não fogem dos nossos assuntos
Cervejas, anarcofestas, marijuana
e mais uma Heineken ali no posto
Do tempo que trabalhávamos juntos
Discursando em mudar o mundo
marcando a próxima bebedeira

Felipi Ih

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Pilulas

Normal é ameno
Normal é o veneno
que insiste em nos perseguir
Como diria Paulo
Antes quente ou frio
Morno dá vontade de vomitar

Mulheres com jeito de louca
Meninas com cara de ‘fora da casa’

"As loucas são mais interessantes"
Disse eu, enquanto ele olhava pra mim
Tentando achar loucura
por trás dos meus óculos

A louca que bateu na porta
perguntando se era eu
que tinha a senha do wifi

Doida que desce pelas escadas
com sua calça colada

A menina que tem cara
de quem vai ao psiquiatra
Toma remédio pra dormir
e outro pra se manter acordada

Loucas psicóticas
veem o mundo que as normais sonham em ver

Felipi Ih

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Janta

Nós somos cheiros, somos medos
Feito sons e imagens significantes
Quando lembro de um filme, revivo
Não lembro da tela, dos leds ou das luzes
Estou na cena, vivendo o momento real

Como se estivesse naquela sala de jantar
Na cena cortada dezenas de vezes
A vivi ludicamente em algum mundo aí

Vivo realmente
no mundo imaginário
Vivo imaginativamente
no mundo real

Felipi Ih

Filed under Janta Jantar O Palhaço Filme mundo imaginario mundo real